As obras da carne e o fruto do Espírito

“Ora, as obras da carne são conheidas e são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feiticarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas […]. Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, loganimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio…” Gl. 5:19-23

Como vimos, Paulo faz aqui um resumo das obras da carne, e não se limitou a esta lista, porque na sequência do texto ele disse: “e coisas semelhantes a estas” (v.21), portanto, há muitas outras (ex: 1 Co 5.9-11), e segundo a Bíblia, quem tais coisas praticam “não herdarão o reino de Deus” (v21).

Se não herdarmos o Céu, só restará o inferno. Não devemos de forma alguma ceder qualquer espaço para essas obras ou feitos da natureza humana e todas elas, com seus desejos devem permanecer cravadas na cruz de Cristo (Gl 2.19-20).

Como homens de Deus, temos que viver de uma renúncia a outra (Lc 9:23), e não devemos afrouxar a nossa pregação de modo algum, porque o Evangelho de Cristo é sempre o mesmo, que exige a crucificação do velho homem. Segundo o texto que lemos, as obras da carne estão no plural, mas o fruto do espírito no singular. Isso ocorre em relação ao fruto do Espírito Santo, porque do amor, que Deus derrama em nossos corações (Rm 5.5), deriva todos os demais aspectos da obra do Espírito desenvolvida em nós.

Queremos dizer com isto, que do nosso relacionamento de comunhão com o Espírito Santo também vem alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio (vv. 22-23). De fato, todas essas virtudes são próprias de crentes verdadeiros, de homens de Deus que estão crescendo espiritualmente e realmente são controlados pelo Espírito (Ef 5.18).

Portanto, nós temos que pregar o que vivemos, e se vivermos intensamente a Palavra de Deus, então não ficaremos de fora do Seu Reino. Não é porque somos homens de Deus que não precisamos fazer reparos em nossas vidas, de comportamentos que não combinam com nosso Senhor Jesus Cristo, como inimizades com outros ministros, porque já sabemos o que acontece com quem vive na contenda e na insubordinação ministerial. Somos povo de Deus, filhos do mesmo Pai, então vamos viver em harmonia e paz mútua (Rm 14.17).

Que Deus vos abençoe e guarde.

Pr. Luiz Bergamin

Presidente do Conselho Nacional OBPC

Texto extraido do almanaque OBPC em Foco Ed. 74 pg. 04