“Porque Deus não nos tem dado espirito de covardia, mas de poder e de amor e de domínio próprio”      II Tm. 1:7

Um dos mais cruéis inimigos do homem é o medo.

O medo escraviza a mente, atormenta a alma, engessa a fé.

O medo é definido como um sentimento de grande inquietação ante a noção de um perigo real ou imaginário, de uma ameaça; susto, pavor, temor, terror.

O medo é uma ferramenta do inferno e como tal muitas vezes se disfarça em “cautela”, “prudência”, “cuidado”, como se fosse um anjo de luz. O cristão necessita usar o dom de discernimento para vencer este ardil satânico.

O medo nos faz esconder nossos talentos. Apavorados com críticas, perseguições ou mesmo o risco do fracasso, muitos cristãos deixam de cumprir suas vocações. O medo “mata” o dom, por isso Timóteo é admoestado pelo Apostolo Paulo a “reavivar” o dom que havia recebido do Senhor.

Segundo 1 João 4.18: “No amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo. Ora, o medo produz tormento; logo, aquele que teme não é aperfeiçoado no amor”.

No contexto deste capítulo descobrimos que os crentes são aperfeiçoados no amor quando amam uns aos outros. Ora, o amor não consiste apenas de palavras açucaradas, mas de doação: “Deus amou o mundo de tal maneira, que DEU seu Filho Unigênito” (João 3.16).

Deus quer nos usar poderosamente, Ele sonha com as proezas que faremos nEle. Ele deseja que vivamos na plenitude de Seu Espírito e realizemos feitos notáveis.

Ousemos doar nosso tempo para visitar uma alma ferida, para trabalhar na seara do Senhor.

Ousemos doar nossos recursos para auxiliar os carentes, para investir na pregação do evangelho, no sustento de missionários, na edificação e manutenção de templos.

Ousemos doar nossos órgãos, nosso sangue, nossas roupas e calçados.

Ousemos doar nossa criatividade na elaboração de escolas, asilos, orfanatos e casas de recuperação.

Ousemos doar nossa prestação de serviço, nossa amizade.

Quem ama de “tal maneira” não tem espaço para o medo!

 

Pr. André Souza, da OBPC Jd. Imperador e Coordenador das Superintendências no Estado de São Paulo