Seis razoes, o proposito e a linha histórica da Bíblia

O texto abaixo foi extraído do livro 40 questões para se interpretar a Bíblia, de Rob Plummer, da Editora Fiel.

Seis funções da Bíblia

 No abrangente propósito de revelar a Deus e levar as pessoas a um relacionamento salvador com ele por meio de Jesus, há várias funções relacionadas que a Bíblia cumpre, incluindo as seguintes:

-Convicção de pecado. O Espírito Santo aplica a Palavra de Deus ao coração humano, convencendo as pessoas de sua falha em satisfazer ao padrão santo de Deus e convencendo-as de sua justa condenação e necessidade de um Salvador (Rm 3: 20; Gl 3: 22-25; Hb 4: 12-13).

-Correção e instrução. A Bíblia corrige e instrui o povo de Deus, ensinando-lhe quem é Deus, quem são eles e o que Deus espera deles. Tanto pelo estudo individual do crente como pelos mestres capacitados da igreja, Deus edifica e corrige seu povo (Js 1: 8; Sl 119: 98-99; Mt 7: 24-27; 1 Co 10: 11; Ef 4: 11-12; 2 Tm 3: 16; 4: 1-4).

-Frutificação espiritual. À medida que a Palavra de Deus vai-se enraizando nos verdadeiros crentes,
produz uma colheita de justiça – uma manifestação genuína de amor a Deus e amor aos outros (Mc 4:1-20; Tg 1: 22-25).

-Perseverança. Capacitados pelo Espírito Santo, os crentes perseveram na mensagem salvadora das
Escrituras ao passarem por tribulações e tentações na vida. Por meio dessa perseverança, eles ganham
confiança crescente na promessa Deus de guardá-los até o fim (Jo 10: 28-29; 1 Co 15: 2; 2 Co 13: 5; Gl 3:1-5; Fp 1: 6; Cl 1: 23; 1 Tm 3: 13; 1 Jo 2: 14).

-Alegria e deleite. Para aqueles que conhecem a Deus, a Bíblia é uma fonte de alegria e deleite
incessantes. Como Salmos 19: 9-10 afirma: “Os juízos do SENHOR são verdadeiros e todos, igualmente, justos. São mais desejáveis do que ouro, mais que muito ouro depurado; e são mais doces que o mel e o destilar dos favos”.

-Autoridade suprema em doutrina e obras. Para o cristão, a Bíblia é a autoridade suprema no que diz respeito a comportamento e crença (Lc 10: 26; 24: 44-45; Jo 10: 35; 2 Tm 3: 16; 4: 1-2; 2 Pe 3: 16). A retidão de todas as pregações, credos, doutrinas ou opiniões é estabelecida decisivamente por esta pergunta: O que a Bíblia diz? Como observou John Stott: “A Escritura é o cetro real pelo qual o Rei Jesus governa sua igreja

O propósito da Bíblia
A Bíblia é, ela mesma, evidência de suas principais afirmações – ou seja, que o Deus que fez os céus, a terra, o mar e tudo que há neles é um comunicador que tem prazer em se revelar a seres humanos caídos.
Em Hebreus 1: 1-2, lemos: “Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo”.
Esses versículos de Hebreus apontam para a culminação da revelação bíblica no eterno Filho de Deus.  Esse Filho se encarnou em Jesus de Nazaré, unindo para sempre Deus e o homem numa mesma pessoa – 100% Deus, 100% homem (Jo 1: 14). As profecias, as promessas, os anseios e as antecipações na antiga aliança acham seu cumprimento, significado e culminação na vida, morte e ressurreição de Cristo. Como diz o apóstolo Paulo: “Porque quantas são as promessas de Deus, tantas têm nele o sim” (2 Co 1: 20).
O propósito da Bíblia é tornar uma pessoa sábia “para a salvação pela fé em Cristo Jesus” (2 Tm 3: 15). A Bíblia não é um fim em si mesma. Como Jesus disse aos peritos religiosos de seus dias: “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim” (Jo 5: 39).
Assim, sob a superintendência divina, o alvo da Bíblia é levar seus leitores a receberem o perdão de Deus em Cristo e a possuírem a vida eterna no relacionamento com o Deus trino (Jo 17: 3).
A linha histórica básica da Bíblia
A Bíblia explica a origem do universo (Deus criou todas as coisas, Gn 1-2). A Bíblia revela também por que há pecado, doença e morte (os seres humanos se rebelaram contra Deus e trouxeram o pecado e a decadência ao mundo, Gn 3: 1-24). E a Bíblia promete que Deus enviará um Messias (Jesus) que vencerá a morte e Satanás e, por fim, renovará todas as coisas (Gn 3: 15; Ap 22: 1-5).
Deus preparou as coisas para a vinda desse Messias por focalizar sua obra reveladora e salvadora nos descendentes de Abraão – ou seja, os israelitas ou judeus. Quando Deus outorgou suas leis santas e enviou seus profetas à nação de Israel, isso deixou claro que ele planejava uma bênção mundial que procederia dos judeus num tempo futuro. Deus prometeu a Abraão: “Em ti serão benditas todas as famílias da terra”
(Gn 12: 3, ênfase minha). De modo semelhante, no livro de Isaías, lemos que Deus falou profeticamente da vinda do Messias: “Pouco é o seres meu servo, para restaurares as tribos de Jacó e tornares a trazer os remanescentes de Israel; também te dei como luz para os gentios, para seres a minha salvação até à extremidade da terra” (Is 49: 6, ênfase minha). De acordo com a Bíblia, Jesus inaugurou essa salvação mundial, que será consumada no retorno dele. Enquanto todas as pessoas são condenadas justamente pela
ira santa de Deus, a morte de Jesus na cruz concede perdão àqueles que confiam nele. Uma pessoa se torna parte do povo de Deus – um súdito do domínio do Rei Jesus – por se converter de sua rebelião e confiar na morte substitutiva de Jesus por seus pecados. Como lemos em João 3: 36: “Quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus”.
A consumação da salvação de Deus ainda está para ser revelada. A Bíblia ensina que Jesus certamente virá de novo (1 Ts 4: 13-18). Enquanto eruditos debatem sobre alguns dos detalhes concernentes à volta de Jesus, as Escrituras são claras em afirmar que a morte e o pecado (agora vencidos na cruz) acabarão para sempre (Ap 20: 14-21: 4). Todos que receberam o perdão de Deus em Cristo habitarão com Deus para sempre em alegria infinda (Jo 14: 2-3; 17: 24). Aqueles que se tiverem mantido em rebelião contra Deus não
terão uma segunda chance de arrependimento depois da morte; serão punidos com a separação eterna de Deus (Jo 3: 36; Mt 25: 46).

 

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