Qual é o Seu Nome? – Pr. Samuel Suana

Nosso nome indica nossa identidade. Nos tempos de antigo Israel, nomeava-se uma criança a partir da circunstância vivida, de um milagre realizado, de uma profecia dita (Palavra de Deus) ou de uma expectativa acerca do indivíduo nascido.
Lendo a Palavra de Deus em Apocalipse TRÊS, o Senhor Jesus diz à igreja de Sardes (Ap 3.1) que ela tinha nome que vivia, mas estava morta! Seu nome não correspondia com sua realidade. A essência não correspondia com o produto anunciado.
Penso particularmente que essa é uma característica de muitas pessoas do nosso tempo. São denominadas de cristãos, mas não tem a essência do verdadeiro cristianismo em suas vidas. Gostam de ser chamadas de evangélicas, mas suas convicções e valores não parecem em nada com o que é recomendado pelo Evangelho de Jesus (origem do termo evangélico), muito menos com a ação transformadora que esse traz a vida do pecador.
O nome tem sido, nesses últimos tempos, verdadeiras máscaras para ocultar o verdadeiro ser. São artifícios utilizados para a representação (atores) religiosa e não para a vida que o cristão precisa desenvolver a partir do relacionamento com Cristo. Os tempos vividos na atualidade são tempos de espetáculos, dramatizações e vida em palco. Parece o que acontecia na antiga Roma, quando se oferecia “Pão e Circo” para que as pessoas se submetessem às regras do jogo social.
Foi Alexandre Magno quem disse: “Muda de nome ou muda de Vida!” Isso fez quando passava em revista seus exércitos e, ao olhar para um dos seus soldados, viu que estava inadequado para a posição que ocupava. Descuidado, sonolento e com roupas mal apresentáveis. Então resolveu perguntar seu NOME. O soldado respondeu para o Magno Comandante: “Alexandre, meu senhor! O mesmo nome do Cuidadoso comandante!
O nome Cristão significa: “Aquele que é parecido com Cristo!” Meu Deus; que responsabilidade! Parecido com Cristo! Jesus foi AUTÊNTICO em sua vida, palavras e obras. O que dizia ser, era! Nunca se valeu de artifícios para ocultar a sua verdadeira natureza. Por isso pode afirmar: “Eu sou o Caminho a Verdade e a Vida; ninguém vem ao Pai senão por mim!” Jesus é a verdade! Jesus é autêntico. “Seu rótulo corresponde com Sua essência; sua aparência corresponde com Seu caráter!”
Pense nisso: Se Jesus perguntar o seu nome, que dirás a Ele?
Deus te abençoe!

 

Pr. Samuel Suana, dirige a igreja O BRASIL PARA CRISTO  em Pindamonhagaba – SP, Superintendente do Vale do Paraíba, e é tambem  escritor.

Se pagar bem que mal tem? Pr. Enoque Caló

Em um período que antecede as eleições, e na verdade não só neste, mas todas as estações das nossas vidas, seremos estimulados a construir relacionamentos sustentado pelo viés financeiro. Porém, podemos ignorar as consequências, os efeitos colaterais produzido por uma aproximação pautada por este caminho. Podemos perceber em nossa nação quantos lideres que estão terminando suas carreiras de forma tão expostas por acreditar neste pensamento: Se pagar bem, que mal tem? Nesta filosofia de vida faremos qualquer coisa pelo dinheiro. Percebo ao conversar com amigos quantas alianças são firmadas neste momento, onde centenas de pessoas estão correndo atrás em estruturar seu próprio reino, disfarçado por uma preocupação em servir a comunidade, colocando à disposição para resolver os problemas existentes. A loucura pelo grande, ou desejo por cargos mais elevados é tão comum que podemos perceber que vários não conseguem nem cumprir o propósito da gestão para qual assumiram um compromisso. Não quero com esta reflexão apontá-los ou mesmo denigrir tais condutas, mas fazermos uma pergunta para nós mesmo: O que nos leva a querer sempre uma função maior, um cargo ou um valor monetário mais expressivo? O que nos leva a loucura das altas posições, ocupar lugares altos para nos firmar no poder? Será que é pelo simples fato de auxiliar a sociedade ou fruto de uma insatisfação, pois aquilo que já alcançamos não gera mais contentamento em nosso ser? Assisti um seriado onde mostrava um presidente de um Banco Central sendo levado dentro da viatura, depois de ser capturado em sua residência, e uma cena chamou muito a minha atenção: Enquanto ele estava sendo levado dentro de um carro da policia federal, seu neto corria atrás da viatura e seu avó olha para trás. Fiquei vendo aquela cena e imaginando o que passaria dentro da cabeça daquele avó, será que em algum momento ele pode perceber que tipo de legado, de história, de imagem estava sendo marcada na mente do seu ainda pequeno netinho? Confesso que o texto em Eclesiastes, capítulo sete, verso oito, faz-me pensar com muito cuidado como terminarei meus dias, que legado deixarei para meus filhos, ou para os filhos dos meus filhos? O texto no adverte: Enoque, Melhor é o fim das coisas do que seu início. Diante deste alerta faço a seguinte pergunta para mim mesmo: Como terminarei meus dias? Você já pensou sobre isto? Tenho acompanhado algumas pessoas na orientação no replanejamento financeiro e percebemos o quanto o emocional controla nosso nível de consumo e decisões financeiras. Também ao longo desta jornada como gestor financeiro, percebi pessoas que ascenderam de uma forma muito rápida, porém por meios de caminhos não sustentáveis, e sua subida como um cometa “Halley”, depois de algum período, o efeito contrário se deu na mesma proporção. A difícil tarefa é como encarar agora uma exposição, uma vergonha diante dos seus pares? Alguns por tamanha vergonha acabam tomando decisões mais drásticas. Por isto diante dos desafios que a vida nos convida, devemos atentar também para esta área tão sensível. É justo desfrutarmos da porção que recebemos diariamente, e temos que atentar para os sintomas do nosso coração e nos submetermos a palavra de Deus, para que mesmo que tenhamos um estilo de vida, semelhante ao velho, experiente, e competente cobrador de imposto, como a história citada em Lucas 19, o Zaqueu, quando este teve um encontro verdadeiro com a luz, com a palavra, com o próprio Cristo, seu caráter foi restaurado e podemos perceber uma mudança significativa. Esta história é fantástica, pois fico tentando construir as próximas visitas de Zaqueu nos comércios ou mesmo nas pessoas físicas, com alguns valores dentro da mala, porém agora não era mais para lesar, para desfrutar da velha e diabólica filosofia do “Se pagar bem, que mal tem?”, agora ele estava recuperando um sintoma de ódio gerado nas pessoas das quais ele havia defraudado a seguinte expressão. Que plano de governo o cobrador de imposto Zaqueu está representando agora, pois ele foi lá na minha empresa e devolveu parte do valor que havia cobrado como excedente? Esta exposição verdadeira sobre o evangelho de Cristo nos coloca em uma posição onde nosso coração não se alegrará mais em tirar vantagem, em enganar, em acumular riquezas e mais riquezas na intenção de construir o nosso próprio império. Por isto coloco meu coração em alerta em saber entender as estações, quando devo aceitar e quando não devo aceitar estas propostas. Todos que exercem papéis de liderança, principalmente aqueles que representam um bom grupo de pessoas, quem atentos, pois você poderá ser procurado com propostas semelhantes para fazer associações, para ser uma conexão para que tal pessoa consiga seu intento. A pergunta que devemos fazer primeiro a nós: O que me levaria a fazer uma associação? O novo cargo, uma posição relevante e de prestigio? Ganhar muito mais, fazendo bem menos, ou mesmo não fazendo nada? O que se passa em nossos corações?

 

 

 

Pr. Enoque Caló – OBPC Tabernáculo do Jacui, escritor e palestrante

texto extraído: https://www.ultimato.com.br/comunidade-conteudo/se-pagar-bem-que-mal-tem

 

Seis razoes, o proposito e a linha histórica da Bíblia

O texto abaixo foi extraído do livro 40 questões para se interpretar a Bíblia, de Rob Plummer, da Editora Fiel.

Seis funções da Bíblia

 No abrangente propósito de revelar a Deus e levar as pessoas a um relacionamento salvador com ele por meio de Jesus, há várias funções relacionadas que a Bíblia cumpre, incluindo as seguintes:

-Convicção de pecado. O Espírito Santo aplica a Palavra de Deus ao coração humano, convencendo as pessoas de sua falha em satisfazer ao padrão santo de Deus e convencendo-as de sua justa condenação e necessidade de um Salvador (Rm 3: 20; Gl 3: 22-25; Hb 4: 12-13).

-Correção e instrução. A Bíblia corrige e instrui o povo de Deus, ensinando-lhe quem é Deus, quem são eles e o que Deus espera deles. Tanto pelo estudo individual do crente como pelos mestres capacitados da igreja, Deus edifica e corrige seu povo (Js 1: 8; Sl 119: 98-99; Mt 7: 24-27; 1 Co 10: 11; Ef 4: 11-12; 2 Tm 3: 16; 4: 1-4).

-Frutificação espiritual. À medida que a Palavra de Deus vai-se enraizando nos verdadeiros crentes,
produz uma colheita de justiça – uma manifestação genuína de amor a Deus e amor aos outros (Mc 4:1-20; Tg 1: 22-25).

-Perseverança. Capacitados pelo Espírito Santo, os crentes perseveram na mensagem salvadora das
Escrituras ao passarem por tribulações e tentações na vida. Por meio dessa perseverança, eles ganham
confiança crescente na promessa Deus de guardá-los até o fim (Jo 10: 28-29; 1 Co 15: 2; 2 Co 13: 5; Gl 3:1-5; Fp 1: 6; Cl 1: 23; 1 Tm 3: 13; 1 Jo 2: 14).

-Alegria e deleite. Para aqueles que conhecem a Deus, a Bíblia é uma fonte de alegria e deleite
incessantes. Como Salmos 19: 9-10 afirma: “Os juízos do SENHOR são verdadeiros e todos, igualmente, justos. São mais desejáveis do que ouro, mais que muito ouro depurado; e são mais doces que o mel e o destilar dos favos”.

-Autoridade suprema em doutrina e obras. Para o cristão, a Bíblia é a autoridade suprema no que diz respeito a comportamento e crença (Lc 10: 26; 24: 44-45; Jo 10: 35; 2 Tm 3: 16; 4: 1-2; 2 Pe 3: 16). A retidão de todas as pregações, credos, doutrinas ou opiniões é estabelecida decisivamente por esta pergunta: O que a Bíblia diz? Como observou John Stott: “A Escritura é o cetro real pelo qual o Rei Jesus governa sua igreja

O propósito da Bíblia
A Bíblia é, ela mesma, evidência de suas principais afirmações – ou seja, que o Deus que fez os céus, a terra, o mar e tudo que há neles é um comunicador que tem prazer em se revelar a seres humanos caídos.
Em Hebreus 1: 1-2, lemos: “Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo”.
Esses versículos de Hebreus apontam para a culminação da revelação bíblica no eterno Filho de Deus.  Esse Filho se encarnou em Jesus de Nazaré, unindo para sempre Deus e o homem numa mesma pessoa – 100% Deus, 100% homem (Jo 1: 14). As profecias, as promessas, os anseios e as antecipações na antiga aliança acham seu cumprimento, significado e culminação na vida, morte e ressurreição de Cristo. Como diz o apóstolo Paulo: “Porque quantas são as promessas de Deus, tantas têm nele o sim” (2 Co 1: 20).
O propósito da Bíblia é tornar uma pessoa sábia “para a salvação pela fé em Cristo Jesus” (2 Tm 3: 15). A Bíblia não é um fim em si mesma. Como Jesus disse aos peritos religiosos de seus dias: “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim” (Jo 5: 39).
Assim, sob a superintendência divina, o alvo da Bíblia é levar seus leitores a receberem o perdão de Deus em Cristo e a possuírem a vida eterna no relacionamento com o Deus trino (Jo 17: 3).
A linha histórica básica da Bíblia
A Bíblia explica a origem do universo (Deus criou todas as coisas, Gn 1-2). A Bíblia revela também por que há pecado, doença e morte (os seres humanos se rebelaram contra Deus e trouxeram o pecado e a decadência ao mundo, Gn 3: 1-24). E a Bíblia promete que Deus enviará um Messias (Jesus) que vencerá a morte e Satanás e, por fim, renovará todas as coisas (Gn 3: 15; Ap 22: 1-5).
Deus preparou as coisas para a vinda desse Messias por focalizar sua obra reveladora e salvadora nos descendentes de Abraão – ou seja, os israelitas ou judeus. Quando Deus outorgou suas leis santas e enviou seus profetas à nação de Israel, isso deixou claro que ele planejava uma bênção mundial que procederia dos judeus num tempo futuro. Deus prometeu a Abraão: “Em ti serão benditas todas as famílias da terra”
(Gn 12: 3, ênfase minha). De modo semelhante, no livro de Isaías, lemos que Deus falou profeticamente da vinda do Messias: “Pouco é o seres meu servo, para restaurares as tribos de Jacó e tornares a trazer os remanescentes de Israel; também te dei como luz para os gentios, para seres a minha salvação até à extremidade da terra” (Is 49: 6, ênfase minha). De acordo com a Bíblia, Jesus inaugurou essa salvação mundial, que será consumada no retorno dele. Enquanto todas as pessoas são condenadas justamente pela
ira santa de Deus, a morte de Jesus na cruz concede perdão àqueles que confiam nele. Uma pessoa se torna parte do povo de Deus – um súdito do domínio do Rei Jesus – por se converter de sua rebelião e confiar na morte substitutiva de Jesus por seus pecados. Como lemos em João 3: 36: “Quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus”.
A consumação da salvação de Deus ainda está para ser revelada. A Bíblia ensina que Jesus certamente virá de novo (1 Ts 4: 13-18). Enquanto eruditos debatem sobre alguns dos detalhes concernentes à volta de Jesus, as Escrituras são claras em afirmar que a morte e o pecado (agora vencidos na cruz) acabarão para sempre (Ap 20: 14-21: 4). Todos que receberam o perdão de Deus em Cristo habitarão com Deus para sempre em alegria infinda (Jo 14: 2-3; 17: 24). Aqueles que se tiverem mantido em rebelião contra Deus não
terão uma segunda chance de arrependimento depois da morte; serão punidos com a separação eterna de Deus (Jo 3: 36; Mt 25: 46).

 

O leitor tem permissão para divulgar e distribuir esse texto, desde que não altere seu formato, conteúdo e /ou tradução e que informe os créditos tanto de autoria, como de tradução e copyright. Em caso de dúvidas, faça contato com a Editora Fiel

Homens da Bíblia – Pr. Paulo Freitas

Encontrando sua identidade masculina.Gênesis 12:1-9                                                                                                         Espelhando-se nos arquétipos de homens da Bíblia sagrada.
Comecemos a analisar atitudes e vivencias de alguns heróis das historias bíblicas.
Adão, usado por Deus para produzir a mulher que veio a ser sua companheira.
Até então estava sozinho representando a raça humana, Adão quer dizer Adamá que quer dizer solo, terra, por este motivo que homem tem uma ligação profunda com a terra.
Mas não obstante existem alguns arquétipos ou modelos de homens que podem muito nos ensinar com seus exemplos de vivência.
Abraão começa sua história sendo orientado por Deus a deixar a tua terra,
a tua parentela e a casa de seu pai, iniciando assim uma vida de independência, saindo da dependência do pai e da mãe conquistando assim a sua libertação em relação a eles. Analisemos alguns exemplos de filhinhos da mamãe que nunca encontram a sua identidade masculina, quando entram num relacionamento com uma mulher sempre busca a figura da mamãe e não consegue desenvolver uma relação de parceria, não conseguindo encontrar o seu caminho na vida. Eu acredito que Deus tenha dito a Abraão para sair da sua terra pois o mesmo teria que crescer em maturidade e não ficar detido nos padrões de sua infância.Abraão não foi um homem ideal pois teve o seu lado sombrio, foi um herói que falhou e teve também os seus momentos de escuridão. Mas foi convocado por Deus para ser pai de uma nação.
A Bíblia narra o caminho de amadurecimento de Abraão pelos perigos que foi exposto, ele foi o peregrino que aprendeu através de seus erros e enganos, mas foi considerado um arquétipo do verdadeiro exemplo da fé, sendo o fundador da nação de Israel o qual todos falam e tomam como referência e exemplo de homem de Deus.
Ao Senhor toda glória.

Paulo de Freitas –  Pastor da Igreja O BRASIL PARA CRISTO e membro da Comissão Ministerial de Ética (CME) da Convenção São Paulo

Os Necessários Homens para o Nosso Tempo – Pr. Samuel Suana

E tu, dentre todo o povo procura homens capazes, tementes a Deus, homens de verdade, que odeiem a avareza; e põe-nos sobre eles por maiorais de mil, maiorais de cem, maiorais de cinquenta e maiorais de dez” Ex 18.21

Recentemente comemoramos o Dia do Homem. Creio que todos nós, do gênero masculino, ficamos felizes por tal lembrança. Cremos ser necessário pensar sobre a categoria, até porque, quase todos os projetos humanos, contam com a participação direta ou indireta dos homens. Esses foram criados por Deus para “administrar o Jardim” e promover os interesses divinos na terra.

É verdade que, quando olhamos para o cenário à nossa volta, percebemos que isso não foi feito exatamente como o Bondoso Deus havia planejado. Por causa da entrada do pecado na história humana, o princípio de autoridade ficou comprometido e muitos males começaram a fazer parte do cenário.

Os homens se tornaram ferozes, violentos, desumanos e com pouco senso de gentileza e sensibilidade. O homem ficou menos em todos os sentidos e, naturalmente o projeto divino não foi realizado a contento; ficou pelas metades e muitos particulares, nem vieram à existência. Ainda assim, o Bondoso Criador continuou pensando em Sua criatura e desejando que seja resgatado para tomar parte em Seus planos.

Creio que a vinda do Segundo Adão (Jesus) – além de providenciar salvação eterna para a humanidade – visava também resgatar o Homem ao Padrão Original; Deus deseja que, o homem seja plenamente Imago Dei, imagem de Deus. Isso só é possível, quando a soberba natureza pecaminosa for quebrada e a graça se tornar operante nos corações de carne.

O texto supracitado, refere-se ao momento mosaico e as grandes necessidades para a condução de aproximadamente 3.000.000 de pessoas para uma terra desconhecida. Eram muitos desafios e dificuldades, e o sábio Jetro deu a preciosa recomendação, que até hoje é parâmetro para os que são responsáveis pela liderança do povo de Deus.

Deus queria, para fazer parte da equipe de Moisés, homens excelentes. Alguns escolhidos à dedo em quem repousasse a bênção da autoridade divina que estava sobre o líder libertador. Deus queria que fossem escolhidos homens capazes, tementes a Deus, verdadeiros e que não fossem amantes do dinheiro. Quatro qualidades especiais deveriam marcar aqueles homens. Quatro qualidades também podem marcar os homens de hoje.

Primeiramente os homens que Deus procura precisam ser maduros. Maturidade é qualidade de quem cresceu e em quem há caráter formado a partir dos valores da Palavra de Deus. Os imaturos sempre dão problemas; os maduros sempre ajudam a solucionar problemas. Os homens não podem reagir como crianças, que muitas vezes são motivadas por caprichos e interesses egoístas. Precisam ser responsáveis, persistentes e não fugir da batalha. Precisam abraçar o projeto e, dessa forma, irem até o fim.

Em segundo lugar os homens procurados por Deus e necessários ao nosso tempo devem ser tementes a Deus. Precisam ser pios (contrário de ímpios), devem reverenciar a Deus e submeter-se às suas orientações. Temer a Deus é a qualidade daqueles que se preocupam com Deus ao tomar decisões, ao praticar ações e ao pronunciar palavras. A regra é: Deus será louvado com esse meu comportamento?

Verdadeiros é a qualidade dos homens que Deus procura para a realização da sua obra. Essa terceira qualidade tem a ver com o falar a verdade, mas muito mais do que isso, agir com verdade. Homens assim não são falsos, não possuem duas caras, são fiéis no cumprimento de seus compromissos. Suas palavras concordam em gênero, número e grau com suas ações. São homens que parecem o Segundo Adão – comprometidos com a verdade. É bom lembrar que o “pai da mentira” é o grande adversário de Deus e do homem.

Por fim e em quarto lugar, os homens necessários não podem ser avarentos. Não podem ser amantes do dinheiro. São pessoas cuidadosas que fiscalizam as motivações do coração. Entendem que o “dinheiro é um bom servo, mas um péssimo patrão”. Esses tais precisam se descolar da tendência recente do materialismo, considerando que a realização plena está em Deus e no viver para a Sua glória.

Que o Senhor nos ajude a sermos assim. Que nossas famílias e igrejas possam nos ver como exemplares; não por aquilo que falamos, mas por aquilo que somos. Não pelos hinos que cantamos ou pelas pregações que fazemos, mas pelas qualidades especiais de nosso caráter. Soli Deo Glória!

Pr. Samuel Suana, dirige a igreja O BRASIL PARA CRISTO  em Pindamonhagaba – Superintendente do Vale do Paraiba

Nao temas! Pr. Andre Souza

“Porque Deus não nos tem dado espirito de covardia, mas de poder e de amor e de domínio próprio”      II Tm. 1:7

Um dos mais cruéis inimigos do homem é o medo.

O medo escraviza a mente, atormenta a alma, engessa a fé.

O medo é definido como um sentimento de grande inquietação ante a noção de um perigo real ou imaginário, de uma ameaça; susto, pavor, temor, terror.

O medo é uma ferramenta do inferno e como tal muitas vezes se disfarça em “cautela”, “prudência”, “cuidado”, como se fosse um anjo de luz. O cristão necessita usar o dom de discernimento para vencer este ardil satânico.

O medo nos faz esconder nossos talentos. Apavorados com críticas, perseguições ou mesmo o risco do fracasso, muitos cristãos deixam de cumprir suas vocações. O medo “mata” o dom, por isso Timóteo é admoestado pelo Apostolo Paulo a “reavivar” o dom que havia recebido do Senhor.

Segundo 1 João 4.18: “No amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo. Ora, o medo produz tormento; logo, aquele que teme não é aperfeiçoado no amor”.

No contexto deste capítulo descobrimos que os crentes são aperfeiçoados no amor quando amam uns aos outros. Ora, o amor não consiste apenas de palavras açucaradas, mas de doação: “Deus amou o mundo de tal maneira, que DEU seu Filho Unigênito” (João 3.16).

Deus quer nos usar poderosamente, Ele sonha com as proezas que faremos nEle. Ele deseja que vivamos na plenitude de Seu Espírito e realizemos feitos notáveis.

Ousemos doar nosso tempo para visitar uma alma ferida, para trabalhar na seara do Senhor.

Ousemos doar nossos recursos para auxiliar os carentes, para investir na pregação do evangelho, no sustento de missionários, na edificação e manutenção de templos.

Ousemos doar nossos órgãos, nosso sangue, nossas roupas e calçados.

Ousemos doar nossa criatividade na elaboração de escolas, asilos, orfanatos e casas de recuperação.

Ousemos doar nossa prestação de serviço, nossa amizade.

Quem ama de “tal maneira” não tem espaço para o medo!

 

Pr. André Souza, da OBPC Jd. Imperador e Coordenador das Superintendências no Estado de São Paulo

 

Revestimento – Pr. Andre Souza

“Mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e nada disponhais para a carne

no tocante às suas concupiscências” (Romanos 13.14)

Revestimento é uma questão de sobrevivência!

Ninguém entra num reator atômico sem proteger cada parte do seu corpo com uma roupa especial. Isto acontece porque o ambiente ao redor do reator é nocivo para o homem. Qualquer brecha na roupagem significa morte.

O mundo não é o habitat natural do cristão. Estamos rodeados de substâncias malignas altamente letais. Jesus declara em João 17.14b: “… eles não são do mundo, como também eu não sou”.

Só os revestidos sobrevivem neste mundo.

Revestimento é uma questão de segurança!

Efésios 6.12 diz: “Porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes”.

Para vencermos o mal precisamos nos revestir da blindagem contida na Armadura de Deus (Efésios 6.10-17).

Os revestidos têm poder para invadir as favelas oprimidas pelo mal, libertá-las e pacificá-las. Nenhuma arma forjada contra eles prevalecerá (Isaías 54:17) e seus inimigos fugirão por sete caminhos (Deuteronômio 28:7).

Revestimento é uma questão de capacitação!

O astronauta somente alcança o espaço quando está revestido com seu traje espacial.

O Salmo 60.12a diz que “Em Deus faremos proezas”. Quem está revestido do Senhor Jesus Cristo é capacitado para fazer coisas fenomenais. Ele vai além de todas as expectativas dos meros mortais. Ele sobe às alturas como a águia.

Revestimento é uma questão de saúde!

Nenhum médico trata seus pacientes sem os devidos trajes hospitalares: luvas, avental, máscara, etc. Assim não podemos pregar o Evangelho aos homens contaminados pelo pecado sem revestimento.

Judas 1.23 declara: “E salvai alguns com temor, arrebatando-os do fogo, odiando até a túnica manchada da carne”.

Quem anuncia as Boas Novas com revestimento salva o pecador e sabe lidar com as roupas manchadas da carne contaminada.

Revestimento é cobrir nossa carne com Cristo!

 

 

Pr. André Souza, da OBPC Jd. Imperador e também

Coordenadoria das Superintendências no Estado de São Paulo

Como saber sobre nossa temperatura espiritual? Pr. Samuel Suana

Conheço as suas obras, sei que você não é frio nem quente. Melhor seria que você fosse frio ou quente!” Ap. 3:15  NVI

 Quando começamos a servir Jesus, nosso coração arde, como ardeu o coração dos dois discípulos no caminho de Emaús (Lc 24.32). Com o passar dos dias, essa temperatura pode ser conservada, diminuída ou aumentada; depende do quanto nos aproximamos de Jesus e da atenção que damos à Sua Palavra.
É necessário que o coração esteja aquecido. Pessoas que se amam cultivam afetividade intensa; gostam de estar próximas e participam juntas de atividades extravagantes. Quando o amor esfria, a tendência é que haja um desinteresse pelo objeto do amor – Pessoa Querida; além disso, pouco ou quase nada se faz para que o relacionamento seja reavivado.
Quando o amor por Jesus está quente, amamos intensamente. Entregamos tudo ao Seu serviço, lemos Sua Palavra, esforçamos em obedecê-la, temos preocupação com coisas erradas, abandonamos vícios, testemunhamos de Jesus aos descrentes e participamos voluntariamente do processo de santificação: abandono do pecado e dedicação à Deus.
Quando o amor por Jesus está frio não fazemos caso de Sua Palavra, não temos preocupação com o pecado, achamos que o Diabo é apenas uma figura de linguagem, fazemos muitas concessões, tais como: mentimos, falhamos na fidelidade, abrimos brechas em nossa conduta, dialogamos com os porta-vozes da maldade etc. Além disso não demonstramos interesse pelo céu (tendo a terra como fonte de prazer) e desprezamos os meios da graça que são instrumentos divinos para a nossa santificação (Bíblia e Oração).
O amor frio é um retrocesso. É o retorno dos que não foram. É a triste condição de um coração que tinha tudo para avançar no crescimento em graça, mas desprezou a bênção como fez Esaú, que por um “prato de lentilha” abriu mão da promessa divina e do direito de ser o cabeça de um abençoado projeto de Deus na terra (Hb 12.16,17). As histórias mais tristes que estão registradas nas Escrituras são as referentes aos FRIOS.
Adão esfriou na obediência, Sansão na força, Salomão na sabedoria, Judas no discipulado. Demas esfriou-se amando o presente século (II Tm 4.10). Jesus disse à igreja de Éfeso que abrir mão do primeiro amor é um grande prejuízo para a alma. Descaracteriza o cristão e desonra o nome de Senhor. Geralmente quando o amor por Cristo esfria, o AMOR PELO MUNDO FICA AQUECIDO! É necessário lembrar sempre da recomendação do apóstolo do amor:
“Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não são do Pai, mas do Mundo. E o mundo passa e a sua concupiscência, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre”. I João 2.15-17.
Que o Senhor nos guarde e que possamos enfrentar todas as frentes frias que porventura procurem atacar a nossa espiritualidade. Grande abraço e que o Senhor nos abençoe!

 

Pr. Samuel Suana, dirige a igreja O BRASIL PARA CRISTO  em Pindamonhagaba – Superintendente do Vale do Paraiba

As obras da carne e o fruto do Espírito

“Ora, as obras da carne são conheidas e são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feiticarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas […]. Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, loganimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio…” Gl. 5:19-23

Como vimos, Paulo faz aqui um resumo das obras da carne, e não se limitou a esta lista, porque na sequência do texto ele disse: “e coisas semelhantes a estas” (v.21), portanto, há muitas outras (ex: 1 Co 5.9-11), e segundo a Bíblia, quem tais coisas praticam “não herdarão o reino de Deus” (v21).

Se não herdarmos o Céu, só restará o inferno. Não devemos de forma alguma ceder qualquer espaço para essas obras ou feitos da natureza humana e todas elas, com seus desejos devem permanecer cravadas na cruz de Cristo (Gl 2.19-20).

Como homens de Deus, temos que viver de uma renúncia a outra (Lc 9:23), e não devemos afrouxar a nossa pregação de modo algum, porque o Evangelho de Cristo é sempre o mesmo, que exige a crucificação do velho homem. Segundo o texto que lemos, as obras da carne estão no plural, mas o fruto do espírito no singular. Isso ocorre em relação ao fruto do Espírito Santo, porque do amor, que Deus derrama em nossos corações (Rm 5.5), deriva todos os demais aspectos da obra do Espírito desenvolvida em nós.

Queremos dizer com isto, que do nosso relacionamento de comunhão com o Espírito Santo também vem alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio (vv. 22-23). De fato, todas essas virtudes são próprias de crentes verdadeiros, de homens de Deus que estão crescendo espiritualmente e realmente são controlados pelo Espírito (Ef 5.18).

Portanto, nós temos que pregar o que vivemos, e se vivermos intensamente a Palavra de Deus, então não ficaremos de fora do Seu Reino. Não é porque somos homens de Deus que não precisamos fazer reparos em nossas vidas, de comportamentos que não combinam com nosso Senhor Jesus Cristo, como inimizades com outros ministros, porque já sabemos o que acontece com quem vive na contenda e na insubordinação ministerial. Somos povo de Deus, filhos do mesmo Pai, então vamos viver em harmonia e paz mútua (Rm 14.17).

Que Deus vos abençoe e guarde.

Pr. Luiz Bergamin

Presidente do Conselho Nacional OBPC

Texto extraido do almanaque OBPC em Foco Ed. 74 pg. 04

Eu serei contigo – Pr. Luiz F. Bergamin

“Ninguém te poderá resistir todos os dias da tua vida; como fui com Moisés, assim serei contigo; não te deixarei, nem te desampararei” Js. 1:5   (grifo do autor).

O que Deus falou a Josué, logo no início do seu ministério, quando o escolheu para substituir Moisés, é muito animador. Creio que Josué sabia das dificuldades que teria para conduzir aquele tão numeroso povo, para tomar posse da terra de Canaã; ele acompanhou Moisés e participou da batalha daqueles 40 anos desde a saída do Egito. Sabia que o povo era teimoso, obstinado, de dura cerviz e com extrema dificuldade para obedecer as ordens de Deus. Sabia que grande seria a peleja interna e também externa, visto que precisaria lutar com muitos inimigos.
O Senhor então, tem uma conversa séria com Josué e o encoraja, fortalecendo sua fé e prometendo estar com ele e fazer a ele o mesmo que tinha feito com Moisés, dando-lhe sabedoria, ouvindo suas orações, agindo poderosamente a favor dele e de Israel.
Queridos, assim como Josué precisava ouvir de Deus essas palavras de encorajamento e de ânimo, assim cada um de nós nos dias de hoje! É verdade que não estamos dirigindo o povo de Deus para uma terra que “mana leite e mel” literalmente falando, mas como obreiros e pastores, estamos sim engajados na obra de Deus, e nós somos seus legítimos cooperadores (2Co 6:1). Portanto, podemos estar certos, de que hoje o Senhor diz a mim e a você querido obreiro e companheiro de ministério o seguinte: “…como fui com Moisés, assim serei contigo; não te deixarei, nem te desampararei” Js. 1:5  Mas além de tomarmos posse da promessa de que o Senhor está conosco, também devemos nos apossar das responsabilidades que Ele nos entregou em sua obra. Se estamos encarregados de cuidar de vinte, de mil ou de duas mil pessoas, o segredo para cumprirmos fielmente nosso dever está contido no versículo oito:…”Não cesses de falar deste Livro da Lei; Antes medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer segundo tudo quanto nele está escrito; então, farás prosperar o teu caminho e serás bem-sucedido” Js. 1:8.   Precisamos pregar, meditar e cumprir toda a Palavra de Deus.
Se formos obedientes aos mandamentos de Deus temos a garantia de toda assistência, ânimo, motivação, direção, favor e Sua presença conosco em todas as áreas da vida, então mãos à obra e firmeza em nossa obediênca à Palavra de Deus.

Pr. Luiz Bergamin
Presidente Nacional

 

extraido: “Almanaque OBPC em Foco” nº 73 pg. 03