A Cura do Orgulho – Pr. Thiago Guerra

“Refiro-me ao fato de cada um de vocês dizer: “Eu sou de Paulo”, “Eu sou de Apolo”, “Eu sou de Cefas”, “Eu sou de Cristo”. Será que Cristo está dividido?” 1Co 1.12-13a

O problema

É alarmante o fato de uma igreja tão nova ser tão problemática. Paulo esteve em Corinto por um ano e meio no trabalho de evangelização e plantação da igreja (51-52 d.C.). Ele escreveu para eles entre 54-55 d.C., ou seja, a igreja de Corinto tem no máximo três anos de existência. Veja como eles já estão, quantos problemas há no meio deles! Se de um lado, plantar igreja exige tempo e esforço, de outro, dividi-la é muito mais fácil e pode acontecer rapidamente.

O primeiro problema apresentado pelo apóstolo nessa carta é a “divisão partidária”. Vemos que os membros dessa igreja estavam se “filiando” aos seus líderes de preferência. Existia o PP – Partido Paulino; PFA – Partido filosófico de Apolo (lembre-se que ele era de Alexandria e um excelente comunicador At 18.24); PCC – Partido Conservador de Cefas (provavelmente judeus convertidos seguidores do apóstolo Pedro); PCdoB – Partido de Cristo do Bem, aqueles que diriam que só seguem Cristo e não precisam de nenhum líder.

Agora, que fique bem claro que o estava acontecendo nessa igreja não era um problema na liderança. Paulo não era contra Apolo, Cefas, muito menos contra Cristo. Nas vezes que Paulo cita Apolo nessa carta é sempre com um tom positivo (veja 1Co 3.6, 22; 16.12). Aprendemos, portanto, que é possível termos uma liderança saudável, mas ainda assim sermos uma igreja doente!

A raíz do problema

Ficaremos apenas na superfície se pensarmos que o que estava acontecendo era só uma questão de sectarismo. Se lermos com atenção o argumento de Paulo (1.10 – 4) veremos que o diagnóstico que ele nos oferece é seríssimo. Para Paulo, a raiz do problema era o ORGULHO. Veja:

a fim de que ninguém se glorie na presença de Deus […] para que, como está escrito, “aquele que se gloria, glorie-se no Senhor” (1Co 1.29, 31).

Portanto, ninguém se glorie nos homens. Porque tudo é de vocês: seja Paulo, seja Apolo, seja Cefas, seja o mundo, seja a vida, seja a morte, sejam as coisas presentes, sejam as futuras, tudo é de vocês, (1Co 3.21-22).

E o que é que você tem que não tenha recebido? E, se o recebeu, por que se gloria, como se não o tivesse recebido? (1Co 4.7)

A “glória própria” era o verdadeiro diagnóstico de Paulo para esses irmãos.[1] Ao escolherem seus líderes de preferência, estavam na verdade afirmando a si mesmos, nutrindo suas próprias paixões, dizendo que estavam certos em suas convicções, achando que eram superiores aos demais por fazerem parte de determinado partido.

Nós sabemos como isso funciona…

Em um mundo em que somos massacrados com a exposição de pessoas mais importantes que a gente, mais bonita, mais rica, mais inteligente, nos sentimos inferiores. Para resolver esse problema de identidade, nos apegamos a alguém, escolhemos nossos ídolos: “Eu sou da igreja do Pr. Fulano de Tal”; “Eu sou amigo de Ciclano”; “Eu tenho foto com Beltrano”. Estamos sempre tentando demonstrar a nossa relevância/identidade naquele em que nos associamos.

Da mesma maneira, aqueles que eram de “Paulo” se orgulhariam em terem recebido a mensagem do evangelho diretamente da parte dele, se orgulhariam em serem os “fundadores” da igreja. Os de “Apolo”, se achariam mais intelectuais e dariam preferência a uma linguagem mais rebuscada. Os de ‘Cefas”, talvez se gabariam por serem mais conservadores, e até os de “Cristo” revelariam seu orgulho ao dizerem que não precisam de liderança, são autossuficientes. Em todos os casos o problema era o mesmo: orgulho!

A cura do problema

A boa notícia é que Paulo não só demonstra a doença, mas nos oferece a cura – o evangelho. Por duas vezes nessa passagem Paulo faz menção à cruz de Cristo. A primeira de um modo indireto, e a segunda citação é bem clara:

“Foi Paulo crucificado em favor de vocês?” (1Co 1.13).

“…para que a cruz de Cristo não seja esvaziada” (1Co 1.17).

O apóstolo introduz a mensagem da cruz a esses irmãos orgulhosos[2]. A razão para tal é que perante a cruz de Cristo tudo é nivelado, somos todos pecadores! Se Cristo morreu para nos reconciliar com Deus, a postura de todos que se achegam perante o Cristo crucificado é a mesma, humilhação.

Perante a cruz de Cristo não há lugar para os grandes, poderosos, sábios, partidários, fortes, importantes. Não há lugar para o mérito próprio. Todos têm a mesma necessidade. Perante a cruz de Cristo um bandido pode dizer: “Jesus lembre-se de mim quando vier o seu Reino” (Lc 23.42), mas também, um centurião diz: “verdadeiramente este homem era o Filho de Deus” (Mc 15.39). Um ladrão e um centurião, diferentes em nível social e moralidade, mas com a mesma necessidade.

Mais adiante em seu argumento, Paulo diz que Cristo é a nossa “santidade, justiça e redenção”[3]. Ele quer nos ensinar que Cristo é de fato tudo o que precisamos, nossa satisfação e valor se encontram nele. Sendo assim, a nossa necessidade em afirmar nossa identidade em algo ou alguém é saciada. O evangelho cura o nosso orgulho!

Igreja, nós somos o povo da cruz, fomos reconciliados com Deus e com o próximo pela obra de Cristo. Não deve haver divisões no nosso meio. Não podemos dizer com nossas ações que “Cristo está dividido”. Sejamos promotores da paz e da união. Sejamos os primeiros a zelar pela glória e testemunho de Cristo no meio da nossa comunidade. Façamos de tudo para preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz (Ef 4.3). Travemos constante guerra contra o nosso orgulho, tendo sempre Cristo crucificado diante de nós.

[1] 1Co 4.6b: Assim, ninguém se orgulhe a favor de um homem em detrimento de outro.

[2] Veja também: 1Co 1.18; 2.2, 8

[3] 1Co 1.30

texto extraído do blog – https://voltemosaoevangelho.com/blog/2018/11/a-cura-do-orgulho

Thiago Guerra é pastor da Igreja da Trindade, em São José dos Campos, SP. Pós-graduado em Teologia Bíblica pelo Andrew Jumper, cursando bacharel em Teologia no Seminário Martin Bucer. É casado com Raquel Guerra, e sua filha se chama Helena

A Transformação e o legado da Reforma – Sociedade Bíblica do Brasil

A Reforma, que teve início em 1517, marcou profundamente a história do Cristianismo.

Os ensinos da Reforma, em suas distintas expressões, podem ser resumidos nos seguintes pilares, conhecidos como cinco solas (ou cinco Somentes).

Sola Gratia (“Somente a Graça”)

Romanos 3.24 “… sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus.”

Efésios 2.8-9: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; 9 não de obras, para que ninguém se glorie.

Sola Fide (“Somente a Fé”)

Romanos 3.28: “Concluímos, pois, que o homem é justificado pela

fé, independentemente das obras da lei.”.

Gálatas 2.16: “… sabendo, contudo, que o homem não é justificado por obras da lei, e sim mediante a fé em Cristo Jesus, também temos crido em Cristo Jesus, para que fôssemos justificados pela fé em Cristo e não por obras da lei, pois, por obras da lei, ninguém será justificado.”

Sola Scriptura (“Somente as Escrituras”)

2 Timóteo3.16-17: ” Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.”

1Pedro 1.23-25: “… pois fostes regenerados não de semente corruptível, mas de incorruptível, mediante a palavra de Deus, a qual vive e é permanente. Pois toda carne é como a erva, e toda a sua glória, como a flor da erva; seca-se a erva, e cai a sua flor; a palavra do Senhor, porém, permanece eternamente. Ora, esta é a palavra que vos foi evangelizada.”

Solus Christus (Somente Cristo)

João 14.6: “Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.”

Atos 4.12: “E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos.”

Soli Deo Gloria (Somente a Deus a Glória)

Efésio 3 20-21: “Ora, àquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós, a ele seja a glória, na igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, para todo o sempre. Amém!”

Apocalipse 5.13: “Então, ouvi que toda criatura que há no céu e sobre a terra, debaixo da terra e sobre o mar, e tudo o que neles há,

estava dizendo: Àquele que está sentado no trono e ao Cordeiro,seja

o louvor, e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos.”

Os dois Pecados do Povo de Deus (Jr. 2) – Pr. Samuel Suana

“Houve alguma nação que trocasse os seus deuses, posto não serem deuses? Todavia, o meu povo trocou a sua glória pelo que é de nenhum proveito. Espantai-vos disto, ó céus, e horrorizai-vos! Ficai verdadeiramente desolados, diz o Senhor. Porque o meu povo fez duas maldades: a mim me deixaram, o manancial de águas vivas, e cavaram cisternas, cisternas rotas, que não retêm as águas” Jr 2.11-13.

Jeremias foi chamado por Deus para profetizar ao povo de Deus! Um povo que estava acostumado com os elementos da religião de Deus. Um povo que tinha uma linda história de intervenções especiais efetuadas pelo Todo Poderoso Criador dos céus e da terra. Apesar de tudo isso, esse povo, nesse momento específico, precisava ouvir a voz de Deus e fazer algumas correções necessárias em sua prática espiritual.
De acordo com o texto supracitado, o povo de Deus havia trocado o Senhor. Havia abandonado o Deus que manifestou amor e cuidado, tanto com a eleição de Israel, bem como com a sustentação e cuidado em sua trajetória cheia de lutas e dificuldades; altos e baixos; perigos, espada, oposições e desafios outros que marcaram sua heroica história.
O que pode levar um povo escolhido por Deus a quebrar a aliança e desprezar a Fonte da Graça? Não há nada que justifique essa atitude insana, senão o descaso ao favor divino e a atitude soberba de um coração que está encharcado de pecado, levando à perda da sensibilidade espiritual e a completa cegueira pela Revelação divina.
Além do abandono ao Senhor, o profeta denuncia um outro pecado de igual modo detestável: A troca! Deixar o Senhor e o culto devido ao Seu nome e abraçar os ídolos, como sendo os promovedores da graça, cuidado, amparo e direção! Que tristeza! Como os ídolos entorpecem! Como Israel ficou doente por esses erros cometidos!
A essência da idolatria é a destituição do Senhor do Seu lugar de honra no coração humano. A idolatria é o desprezo ao senhorio do Rei dos Reis. É o voltar-se para caprichos e ambições pessoais e abrir mão da obediência e cumprimento dos preceitos do Senhor. A idolatria ainda campeia na seara cristã, procurando corações frágeis e descompromissados com as ordens divinas.
É necessário quebrantamento para que não se cumpra o que está em Jr 2.19: “A tua malícia te castigará, e as tuas apostasias te reprenderão; sabe, pois, e vê, que mau e quão amargo é deixares ao Senhor teu Deus, e não teres o meu temor contigo, diz o Senhor Jeová dos Exércitos.” Que o Senhor nos ajude para que tenhamos postura correta de povo de Deus nesse tempo!

 

Pr. Samuel Suana, dirige a igreja O BRASIL PARA CRISTO  em Pindamonhagaba – SP, Superintendente do Vale do Paraíba, e é tambem  escritor.

 

Qual é o Seu Nome? – Pr. Samuel Suana

Nosso nome indica nossa identidade. Nos tempos de antigo Israel, nomeava-se uma criança a partir da circunstância vivida, de um milagre realizado, de uma profecia dita (Palavra de Deus) ou de uma expectativa acerca do indivíduo nascido.
Lendo a Palavra de Deus em Apocalipse TRÊS, o Senhor Jesus diz à igreja de Sardes (Ap 3.1) que ela tinha nome que vivia, mas estava morta! Seu nome não correspondia com sua realidade. A essência não correspondia com o produto anunciado.
Penso particularmente que essa é uma característica de muitas pessoas do nosso tempo. São denominadas de cristãos, mas não tem a essência do verdadeiro cristianismo em suas vidas. Gostam de ser chamadas de evangélicas, mas suas convicções e valores não parecem em nada com o que é recomendado pelo Evangelho de Jesus (origem do termo evangélico), muito menos com a ação transformadora que esse traz a vida do pecador.
O nome tem sido, nesses últimos tempos, verdadeiras máscaras para ocultar o verdadeiro ser. São artifícios utilizados para a representação (atores) religiosa e não para a vida que o cristão precisa desenvolver a partir do relacionamento com Cristo. Os tempos vividos na atualidade são tempos de espetáculos, dramatizações e vida em palco. Parece o que acontecia na antiga Roma, quando se oferecia “Pão e Circo” para que as pessoas se submetessem às regras do jogo social.
Foi Alexandre Magno quem disse: “Muda de nome ou muda de Vida!” Isso fez quando passava em revista seus exércitos e, ao olhar para um dos seus soldados, viu que estava inadequado para a posição que ocupava. Descuidado, sonolento e com roupas mal apresentáveis. Então resolveu perguntar seu NOME. O soldado respondeu para o Magno Comandante: “Alexandre, meu senhor! O mesmo nome do Cuidadoso comandante!
O nome Cristão significa: “Aquele que é parecido com Cristo!” Meu Deus; que responsabilidade! Parecido com Cristo! Jesus foi AUTÊNTICO em sua vida, palavras e obras. O que dizia ser, era! Nunca se valeu de artifícios para ocultar a sua verdadeira natureza. Por isso pode afirmar: “Eu sou o Caminho a Verdade e a Vida; ninguém vem ao Pai senão por mim!” Jesus é a verdade! Jesus é autêntico. “Seu rótulo corresponde com Sua essência; sua aparência corresponde com Seu caráter!”
Pense nisso: Se Jesus perguntar o seu nome, que dirás a Ele?
Deus te abençoe!

 

Pr. Samuel Suana, dirige a igreja O BRASIL PARA CRISTO  em Pindamonhagaba – SP, Superintendente do Vale do Paraíba, e é tambem  escritor.

Se pagar bem que mal tem? Pr. Enoque Caló

Em um período que antecede as eleições, e na verdade não só neste, mas todas as estações das nossas vidas, seremos estimulados a construir relacionamentos sustentado pelo viés financeiro. Porém, podemos ignorar as consequências, os efeitos colaterais produzido por uma aproximação pautada por este caminho. Podemos perceber em nossa nação quantos lideres que estão terminando suas carreiras de forma tão expostas por acreditar neste pensamento: Se pagar bem, que mal tem? Nesta filosofia de vida faremos qualquer coisa pelo dinheiro. Percebo ao conversar com amigos quantas alianças são firmadas neste momento, onde centenas de pessoas estão correndo atrás em estruturar seu próprio reino, disfarçado por uma preocupação em servir a comunidade, colocando à disposição para resolver os problemas existentes. A loucura pelo grande, ou desejo por cargos mais elevados é tão comum que podemos perceber que vários não conseguem nem cumprir o propósito da gestão para qual assumiram um compromisso. Não quero com esta reflexão apontá-los ou mesmo denigrir tais condutas, mas fazermos uma pergunta para nós mesmo: O que nos leva a querer sempre uma função maior, um cargo ou um valor monetário mais expressivo? O que nos leva a loucura das altas posições, ocupar lugares altos para nos firmar no poder? Será que é pelo simples fato de auxiliar a sociedade ou fruto de uma insatisfação, pois aquilo que já alcançamos não gera mais contentamento em nosso ser? Assisti um seriado onde mostrava um presidente de um Banco Central sendo levado dentro da viatura, depois de ser capturado em sua residência, e uma cena chamou muito a minha atenção: Enquanto ele estava sendo levado dentro de um carro da policia federal, seu neto corria atrás da viatura e seu avó olha para trás. Fiquei vendo aquela cena e imaginando o que passaria dentro da cabeça daquele avó, será que em algum momento ele pode perceber que tipo de legado, de história, de imagem estava sendo marcada na mente do seu ainda pequeno netinho? Confesso que o texto em Eclesiastes, capítulo sete, verso oito, faz-me pensar com muito cuidado como terminarei meus dias, que legado deixarei para meus filhos, ou para os filhos dos meus filhos? O texto no adverte: Enoque, Melhor é o fim das coisas do que seu início. Diante deste alerta faço a seguinte pergunta para mim mesmo: Como terminarei meus dias? Você já pensou sobre isto? Tenho acompanhado algumas pessoas na orientação no replanejamento financeiro e percebemos o quanto o emocional controla nosso nível de consumo e decisões financeiras. Também ao longo desta jornada como gestor financeiro, percebi pessoas que ascenderam de uma forma muito rápida, porém por meios de caminhos não sustentáveis, e sua subida como um cometa “Halley”, depois de algum período, o efeito contrário se deu na mesma proporção. A difícil tarefa é como encarar agora uma exposição, uma vergonha diante dos seus pares? Alguns por tamanha vergonha acabam tomando decisões mais drásticas. Por isto diante dos desafios que a vida nos convida, devemos atentar também para esta área tão sensível. É justo desfrutarmos da porção que recebemos diariamente, e temos que atentar para os sintomas do nosso coração e nos submetermos a palavra de Deus, para que mesmo que tenhamos um estilo de vida, semelhante ao velho, experiente, e competente cobrador de imposto, como a história citada em Lucas 19, o Zaqueu, quando este teve um encontro verdadeiro com a luz, com a palavra, com o próprio Cristo, seu caráter foi restaurado e podemos perceber uma mudança significativa. Esta história é fantástica, pois fico tentando construir as próximas visitas de Zaqueu nos comércios ou mesmo nas pessoas físicas, com alguns valores dentro da mala, porém agora não era mais para lesar, para desfrutar da velha e diabólica filosofia do “Se pagar bem, que mal tem?”, agora ele estava recuperando um sintoma de ódio gerado nas pessoas das quais ele havia defraudado a seguinte expressão. Que plano de governo o cobrador de imposto Zaqueu está representando agora, pois ele foi lá na minha empresa e devolveu parte do valor que havia cobrado como excedente? Esta exposição verdadeira sobre o evangelho de Cristo nos coloca em uma posição onde nosso coração não se alegrará mais em tirar vantagem, em enganar, em acumular riquezas e mais riquezas na intenção de construir o nosso próprio império. Por isto coloco meu coração em alerta em saber entender as estações, quando devo aceitar e quando não devo aceitar estas propostas. Todos que exercem papéis de liderança, principalmente aqueles que representam um bom grupo de pessoas, quem atentos, pois você poderá ser procurado com propostas semelhantes para fazer associações, para ser uma conexão para que tal pessoa consiga seu intento. A pergunta que devemos fazer primeiro a nós: O que me levaria a fazer uma associação? O novo cargo, uma posição relevante e de prestigio? Ganhar muito mais, fazendo bem menos, ou mesmo não fazendo nada? O que se passa em nossos corações?

 

 

 

Pr. Enoque Caló – OBPC Tabernáculo do Jacui, escritor e palestrante

texto extraído: https://www.ultimato.com.br/comunidade-conteudo/se-pagar-bem-que-mal-tem

 

Seis razoes, o proposito e a linha histórica da Bíblia

O texto abaixo foi extraído do livro 40 questões para se interpretar a Bíblia, de Rob Plummer, da Editora Fiel.

Seis funções da Bíblia

 No abrangente propósito de revelar a Deus e levar as pessoas a um relacionamento salvador com ele por meio de Jesus, há várias funções relacionadas que a Bíblia cumpre, incluindo as seguintes:

-Convicção de pecado. O Espírito Santo aplica a Palavra de Deus ao coração humano, convencendo as pessoas de sua falha em satisfazer ao padrão santo de Deus e convencendo-as de sua justa condenação e necessidade de um Salvador (Rm 3: 20; Gl 3: 22-25; Hb 4: 12-13).

-Correção e instrução. A Bíblia corrige e instrui o povo de Deus, ensinando-lhe quem é Deus, quem são eles e o que Deus espera deles. Tanto pelo estudo individual do crente como pelos mestres capacitados da igreja, Deus edifica e corrige seu povo (Js 1: 8; Sl 119: 98-99; Mt 7: 24-27; 1 Co 10: 11; Ef 4: 11-12; 2 Tm 3: 16; 4: 1-4).

-Frutificação espiritual. À medida que a Palavra de Deus vai-se enraizando nos verdadeiros crentes,
produz uma colheita de justiça – uma manifestação genuína de amor a Deus e amor aos outros (Mc 4:1-20; Tg 1: 22-25).

-Perseverança. Capacitados pelo Espírito Santo, os crentes perseveram na mensagem salvadora das
Escrituras ao passarem por tribulações e tentações na vida. Por meio dessa perseverança, eles ganham
confiança crescente na promessa Deus de guardá-los até o fim (Jo 10: 28-29; 1 Co 15: 2; 2 Co 13: 5; Gl 3:1-5; Fp 1: 6; Cl 1: 23; 1 Tm 3: 13; 1 Jo 2: 14).

-Alegria e deleite. Para aqueles que conhecem a Deus, a Bíblia é uma fonte de alegria e deleite
incessantes. Como Salmos 19: 9-10 afirma: “Os juízos do SENHOR são verdadeiros e todos, igualmente, justos. São mais desejáveis do que ouro, mais que muito ouro depurado; e são mais doces que o mel e o destilar dos favos”.

-Autoridade suprema em doutrina e obras. Para o cristão, a Bíblia é a autoridade suprema no que diz respeito a comportamento e crença (Lc 10: 26; 24: 44-45; Jo 10: 35; 2 Tm 3: 16; 4: 1-2; 2 Pe 3: 16). A retidão de todas as pregações, credos, doutrinas ou opiniões é estabelecida decisivamente por esta pergunta: O que a Bíblia diz? Como observou John Stott: “A Escritura é o cetro real pelo qual o Rei Jesus governa sua igreja

O propósito da Bíblia
A Bíblia é, ela mesma, evidência de suas principais afirmações – ou seja, que o Deus que fez os céus, a terra, o mar e tudo que há neles é um comunicador que tem prazer em se revelar a seres humanos caídos.
Em Hebreus 1: 1-2, lemos: “Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo”.
Esses versículos de Hebreus apontam para a culminação da revelação bíblica no eterno Filho de Deus.  Esse Filho se encarnou em Jesus de Nazaré, unindo para sempre Deus e o homem numa mesma pessoa – 100% Deus, 100% homem (Jo 1: 14). As profecias, as promessas, os anseios e as antecipações na antiga aliança acham seu cumprimento, significado e culminação na vida, morte e ressurreição de Cristo. Como diz o apóstolo Paulo: “Porque quantas são as promessas de Deus, tantas têm nele o sim” (2 Co 1: 20).
O propósito da Bíblia é tornar uma pessoa sábia “para a salvação pela fé em Cristo Jesus” (2 Tm 3: 15). A Bíblia não é um fim em si mesma. Como Jesus disse aos peritos religiosos de seus dias: “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim” (Jo 5: 39).
Assim, sob a superintendência divina, o alvo da Bíblia é levar seus leitores a receberem o perdão de Deus em Cristo e a possuírem a vida eterna no relacionamento com o Deus trino (Jo 17: 3).
A linha histórica básica da Bíblia
A Bíblia explica a origem do universo (Deus criou todas as coisas, Gn 1-2). A Bíblia revela também por que há pecado, doença e morte (os seres humanos se rebelaram contra Deus e trouxeram o pecado e a decadência ao mundo, Gn 3: 1-24). E a Bíblia promete que Deus enviará um Messias (Jesus) que vencerá a morte e Satanás e, por fim, renovará todas as coisas (Gn 3: 15; Ap 22: 1-5).
Deus preparou as coisas para a vinda desse Messias por focalizar sua obra reveladora e salvadora nos descendentes de Abraão – ou seja, os israelitas ou judeus. Quando Deus outorgou suas leis santas e enviou seus profetas à nação de Israel, isso deixou claro que ele planejava uma bênção mundial que procederia dos judeus num tempo futuro. Deus prometeu a Abraão: “Em ti serão benditas todas as famílias da terra”
(Gn 12: 3, ênfase minha). De modo semelhante, no livro de Isaías, lemos que Deus falou profeticamente da vinda do Messias: “Pouco é o seres meu servo, para restaurares as tribos de Jacó e tornares a trazer os remanescentes de Israel; também te dei como luz para os gentios, para seres a minha salvação até à extremidade da terra” (Is 49: 6, ênfase minha). De acordo com a Bíblia, Jesus inaugurou essa salvação mundial, que será consumada no retorno dele. Enquanto todas as pessoas são condenadas justamente pela
ira santa de Deus, a morte de Jesus na cruz concede perdão àqueles que confiam nele. Uma pessoa se torna parte do povo de Deus – um súdito do domínio do Rei Jesus – por se converter de sua rebelião e confiar na morte substitutiva de Jesus por seus pecados. Como lemos em João 3: 36: “Quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus”.
A consumação da salvação de Deus ainda está para ser revelada. A Bíblia ensina que Jesus certamente virá de novo (1 Ts 4: 13-18). Enquanto eruditos debatem sobre alguns dos detalhes concernentes à volta de Jesus, as Escrituras são claras em afirmar que a morte e o pecado (agora vencidos na cruz) acabarão para sempre (Ap 20: 14-21: 4). Todos que receberam o perdão de Deus em Cristo habitarão com Deus para sempre em alegria infinda (Jo 14: 2-3; 17: 24). Aqueles que se tiverem mantido em rebelião contra Deus não
terão uma segunda chance de arrependimento depois da morte; serão punidos com a separação eterna de Deus (Jo 3: 36; Mt 25: 46).

 

O leitor tem permissão para divulgar e distribuir esse texto, desde que não altere seu formato, conteúdo e /ou tradução e que informe os créditos tanto de autoria, como de tradução e copyright. Em caso de dúvidas, faça contato com a Editora Fiel

Homens da Bíblia – Pr. Paulo Freitas

Encontrando sua identidade masculina.Gênesis 12:1-9                                                                                                         Espelhando-se nos arquétipos de homens da Bíblia sagrada.
Comecemos a analisar atitudes e vivencias de alguns heróis das historias bíblicas.
Adão, usado por Deus para produzir a mulher que veio a ser sua companheira.
Até então estava sozinho representando a raça humana, Adão quer dizer Adamá que quer dizer solo, terra, por este motivo que homem tem uma ligação profunda com a terra.
Mas não obstante existem alguns arquétipos ou modelos de homens que podem muito nos ensinar com seus exemplos de vivência.
Abraão começa sua história sendo orientado por Deus a deixar a tua terra,
a tua parentela e a casa de seu pai, iniciando assim uma vida de independência, saindo da dependência do pai e da mãe conquistando assim a sua libertação em relação a eles. Analisemos alguns exemplos de filhinhos da mamãe que nunca encontram a sua identidade masculina, quando entram num relacionamento com uma mulher sempre busca a figura da mamãe e não consegue desenvolver uma relação de parceria, não conseguindo encontrar o seu caminho na vida. Eu acredito que Deus tenha dito a Abraão para sair da sua terra pois o mesmo teria que crescer em maturidade e não ficar detido nos padrões de sua infância.Abraão não foi um homem ideal pois teve o seu lado sombrio, foi um herói que falhou e teve também os seus momentos de escuridão. Mas foi convocado por Deus para ser pai de uma nação.
A Bíblia narra o caminho de amadurecimento de Abraão pelos perigos que foi exposto, ele foi o peregrino que aprendeu através de seus erros e enganos, mas foi considerado um arquétipo do verdadeiro exemplo da fé, sendo o fundador da nação de Israel o qual todos falam e tomam como referência e exemplo de homem de Deus.
Ao Senhor toda glória.

Paulo de Freitas –  Pastor da Igreja O BRASIL PARA CRISTO e membro da Comissão Ministerial de Ética (CME) da Convenção São Paulo

Os Necessários Homens para o Nosso Tempo – Pr. Samuel Suana

E tu, dentre todo o povo procura homens capazes, tementes a Deus, homens de verdade, que odeiem a avareza; e põe-nos sobre eles por maiorais de mil, maiorais de cem, maiorais de cinquenta e maiorais de dez” Ex 18.21

Recentemente comemoramos o Dia do Homem. Creio que todos nós, do gênero masculino, ficamos felizes por tal lembrança. Cremos ser necessário pensar sobre a categoria, até porque, quase todos os projetos humanos, contam com a participação direta ou indireta dos homens. Esses foram criados por Deus para “administrar o Jardim” e promover os interesses divinos na terra.

É verdade que, quando olhamos para o cenário à nossa volta, percebemos que isso não foi feito exatamente como o Bondoso Deus havia planejado. Por causa da entrada do pecado na história humana, o princípio de autoridade ficou comprometido e muitos males começaram a fazer parte do cenário.

Os homens se tornaram ferozes, violentos, desumanos e com pouco senso de gentileza e sensibilidade. O homem ficou menos em todos os sentidos e, naturalmente o projeto divino não foi realizado a contento; ficou pelas metades e muitos particulares, nem vieram à existência. Ainda assim, o Bondoso Criador continuou pensando em Sua criatura e desejando que seja resgatado para tomar parte em Seus planos.

Creio que a vinda do Segundo Adão (Jesus) – além de providenciar salvação eterna para a humanidade – visava também resgatar o Homem ao Padrão Original; Deus deseja que, o homem seja plenamente Imago Dei, imagem de Deus. Isso só é possível, quando a soberba natureza pecaminosa for quebrada e a graça se tornar operante nos corações de carne.

O texto supracitado, refere-se ao momento mosaico e as grandes necessidades para a condução de aproximadamente 3.000.000 de pessoas para uma terra desconhecida. Eram muitos desafios e dificuldades, e o sábio Jetro deu a preciosa recomendação, que até hoje é parâmetro para os que são responsáveis pela liderança do povo de Deus.

Deus queria, para fazer parte da equipe de Moisés, homens excelentes. Alguns escolhidos à dedo em quem repousasse a bênção da autoridade divina que estava sobre o líder libertador. Deus queria que fossem escolhidos homens capazes, tementes a Deus, verdadeiros e que não fossem amantes do dinheiro. Quatro qualidades especiais deveriam marcar aqueles homens. Quatro qualidades também podem marcar os homens de hoje.

Primeiramente os homens que Deus procura precisam ser maduros. Maturidade é qualidade de quem cresceu e em quem há caráter formado a partir dos valores da Palavra de Deus. Os imaturos sempre dão problemas; os maduros sempre ajudam a solucionar problemas. Os homens não podem reagir como crianças, que muitas vezes são motivadas por caprichos e interesses egoístas. Precisam ser responsáveis, persistentes e não fugir da batalha. Precisam abraçar o projeto e, dessa forma, irem até o fim.

Em segundo lugar os homens procurados por Deus e necessários ao nosso tempo devem ser tementes a Deus. Precisam ser pios (contrário de ímpios), devem reverenciar a Deus e submeter-se às suas orientações. Temer a Deus é a qualidade daqueles que se preocupam com Deus ao tomar decisões, ao praticar ações e ao pronunciar palavras. A regra é: Deus será louvado com esse meu comportamento?

Verdadeiros é a qualidade dos homens que Deus procura para a realização da sua obra. Essa terceira qualidade tem a ver com o falar a verdade, mas muito mais do que isso, agir com verdade. Homens assim não são falsos, não possuem duas caras, são fiéis no cumprimento de seus compromissos. Suas palavras concordam em gênero, número e grau com suas ações. São homens que parecem o Segundo Adão – comprometidos com a verdade. É bom lembrar que o “pai da mentira” é o grande adversário de Deus e do homem.

Por fim e em quarto lugar, os homens necessários não podem ser avarentos. Não podem ser amantes do dinheiro. São pessoas cuidadosas que fiscalizam as motivações do coração. Entendem que o “dinheiro é um bom servo, mas um péssimo patrão”. Esses tais precisam se descolar da tendência recente do materialismo, considerando que a realização plena está em Deus e no viver para a Sua glória.

Que o Senhor nos ajude a sermos assim. Que nossas famílias e igrejas possam nos ver como exemplares; não por aquilo que falamos, mas por aquilo que somos. Não pelos hinos que cantamos ou pelas pregações que fazemos, mas pelas qualidades especiais de nosso caráter. Soli Deo Glória!

Pr. Samuel Suana, dirige a igreja O BRASIL PARA CRISTO  em Pindamonhagaba – Superintendente do Vale do Paraiba

Nao temas! Pr. Andre Souza

“Porque Deus não nos tem dado espirito de covardia, mas de poder e de amor e de domínio próprio”      II Tm. 1:7

Um dos mais cruéis inimigos do homem é o medo.

O medo escraviza a mente, atormenta a alma, engessa a fé.

O medo é definido como um sentimento de grande inquietação ante a noção de um perigo real ou imaginário, de uma ameaça; susto, pavor, temor, terror.

O medo é uma ferramenta do inferno e como tal muitas vezes se disfarça em “cautela”, “prudência”, “cuidado”, como se fosse um anjo de luz. O cristão necessita usar o dom de discernimento para vencer este ardil satânico.

O medo nos faz esconder nossos talentos. Apavorados com críticas, perseguições ou mesmo o risco do fracasso, muitos cristãos deixam de cumprir suas vocações. O medo “mata” o dom, por isso Timóteo é admoestado pelo Apostolo Paulo a “reavivar” o dom que havia recebido do Senhor.

Segundo 1 João 4.18: “No amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo. Ora, o medo produz tormento; logo, aquele que teme não é aperfeiçoado no amor”.

No contexto deste capítulo descobrimos que os crentes são aperfeiçoados no amor quando amam uns aos outros. Ora, o amor não consiste apenas de palavras açucaradas, mas de doação: “Deus amou o mundo de tal maneira, que DEU seu Filho Unigênito” (João 3.16).

Deus quer nos usar poderosamente, Ele sonha com as proezas que faremos nEle. Ele deseja que vivamos na plenitude de Seu Espírito e realizemos feitos notáveis.

Ousemos doar nosso tempo para visitar uma alma ferida, para trabalhar na seara do Senhor.

Ousemos doar nossos recursos para auxiliar os carentes, para investir na pregação do evangelho, no sustento de missionários, na edificação e manutenção de templos.

Ousemos doar nossos órgãos, nosso sangue, nossas roupas e calçados.

Ousemos doar nossa criatividade na elaboração de escolas, asilos, orfanatos e casas de recuperação.

Ousemos doar nossa prestação de serviço, nossa amizade.

Quem ama de “tal maneira” não tem espaço para o medo!

 

Pr. André Souza, da OBPC Jd. Imperador e Coordenador das Superintendências no Estado de São Paulo

 

Dia da Bíblia – 2º domingo de dezembro

 

O Dia da Bíblia é dedicado à realização de eventos e pode ser comemorado tanto no segundo domingo de dezembro quanto ao longo de toda a semana que antecede a data. As atividades programadas são variadas e vão desde cultos até maratonas de leitura bíblica que mobilizam milhares de pessoas. Conheça a seguir como a Semana da Bíblia é comemorada.

Cultos – As igrejas planejam e realizam cultos especiais no Dia da Bíblia. Nestes cultos é lembrado o grande amor de Deus ao entregar a sua Palavra aos homens e o valor dessa Palavra na vida das pessoas. Em geral, nesses cultos são recolhidas ofertas especiais para ajudar na distribuição da Bíblia no Brasil e no mundo.

Carreatas – Muitas igrejas organizam desfiles de carros pelas principais ruas da cidade, ostentando faixas com versículos bíblicos. Carros alegóricos, com representações de Bíblias, normalmente fazem parte da carreata.

Concentrações – Igrejas de muitas cidades organizam concentrações públicas para celebrar o Dia da Bíblia. Estas concentrações ocorrem em praças, ginásios esportivos, estádios e outros lugares de fácil acesso ao público. Um culto público com pregação da palavra, orações e apresentação de corais e conjuntos musicais, normalmente é o clímax da celebração. Bíblias, Novos Testamento, Porções Bíblicas e Seleções Bíblicas são distribuídas nas concentrações.

Maratona – As igrejas organizam maratonas de leitura bíblica em seus templos ou em lugares públicos. Essas maratonas seguem dois modelos. No primeiro os textos são selecionados e lidos publicamente, normalmente em lugares com grande fluxo de pessoas. No segundo caso, é feita a leitura ininterrupta de todo o texto bíblico. Pessoas são escaladas para darem continuidade à leitura e ela só é interrompida quando se completa a leitura de toda a Bíblia. Normalmente esta leitura leva mais de um dia para ser concluída e implica em uma vigília.

Monumentos – Já vem de décadas o costume de levantar monumentos à Bíblia em praças públicas das cidades. O monumento à Bíblia é um testemunho público da importância da Bíblia para as pessoas e para a sociedade e, ao mesmo tempo, um marco da importância da Bíblia para a cultura do povo.

Distribuição – Existem igrejas que no Dia da Bíblia efetuam uma distribuição maciça de folhetos (Seleções Bíblicas), para que o povo conheça o valor da Bíblia em suas vidas. Também são feitas distribuições de Bíblias, Novos Testamentos e porções bíblicas. A distribuição de Bíblias, em geral, é feita em escolas, hospitais, empresas, quartéis ou outros tipos de organização.

Pedalando por Bíblias – Em vários países são organizados passeios ciclísticos para divulgar a Bíblia e arrecadar fundos em favor da causa da Bíblia. No Brasil esses passeios começaram a ser realizados no ano de 1998 e são chamados de “Pedalando por Bíblias”. Igrejas e entidades cristãs tomam a iniciativa de organizar o passeio. Cada participante, ao se inscrever, doa uma ou várias Bíblias para serem distribuídas a pessoas ou entidades necessitadas. Fazendo sucesso por onde passa, a iniciativa surgiu em 1984, na Austrália, com o ciclista Bob Forrest. Nesta ocasião, ele percorreu os 900 km que separam Sidney e Melbourne, na companhia de seu filho e de um amigo. Para cumprir esse percurso, o australiano conseguiu patrocinadores e destinou os recursos obtidos a projetos de distribuição de Bíblias. Replicado em mais de 20 países, como Alemanha, Argentina, Hong Kong, Namíbia, Sri Lanka e Suíça, o projeto foi adotado no Brasil em um formato que mobiliza milhares de pessoas em torno da divulgação da Bíblia Sagrada.

Jograis – Dentro da programação muitas vezes são incluídos jograis com temas bíblicos que podem ser realizados com a participação de várias pessoas.

 

 

 

extraido do site da SBB – http://www.sbb.org.br/eventos/diadabiblia/como-celebrar/